Empresas de cerâmica portuguesas unem-se para cumprir metas ambientais
24 July 2024 · 2 min read

As metas ambientais não são esquecidas pelas empresas de cerâmica e cristalaria portuguesa, que a partir de um comunicado de imprensa, nos revelam as medidas encorajadoras no setor, como pode ler abaixo.
As empresas de cerâmica e cristalaria portuguesas estão a trabalhar em conjunto com o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV), no estudo de novos fornos e soluções para a reconversão de fornos, num trabalho de escala pré-industrial que será essencial para assegurar uma transição energética com menor nível de risco para as empresas.
Esta é uma das principais novidades apresentadas em Coimbra no âmbito do evento Ef2Decarb, uma iniciativa da APICER - Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria e do CTCV, aprovada pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Visou criar um Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia com Vista à Descarbonização para estes setores.
O trabalho de estudo de fornos e soluções de queima, com ênfase em sistemas energéticos alternativos tendo em vista a descarbonização das indústrias da cerâmica e do vidro está a ser desenvolvido no âmbito da agenda “Ecocerâmica e Cristalaria de Portugal”. Pretende-se encontrar e validar sistemas energéticos para fornos, que sirvam de alternativa aos atuais, que utilizam gás natural, e, por conseguinte, têm associadas emissões de carbono, inviabilizando o cumprimento das metas de descarbonização da indústria e dos princípios DNSH (“Do No Significant Harm”).
A instalação de um sistema misturador de gases, desenvolvido pela PRF, irá permitir criar misturas de gás natural (fornecido através da rede distribuição de gás) e hidrogénio (fornecido em garrafas), para alimentar o forno intermitente atrás referido e um outro forno de rolos, demonstrador de escala pré-industrial (12m), que se encontra em fase de desenvolvimento. Desta forma, será possível avaliar a influência da alteração do combustível nas propriedades físicas e químicas dos produtos, impacto no tempo de vida dos fornos e mobiliário de cozedura. Para além das propriedades dos materiais, como as propriedades mecânicas, porosidade, brilho, cor, serão também avaliadas as emissões gasosas e os consumos energéticos, o que permitirá fazer um estudo de viabilidade ambiental e económica. Esta unidade de mistura, constitui por si só, também um demonstrador de tecnologia, na medida em que é um piloto de uma instalação que as indústrias da cerâmica e do vidro terão de implementar nas suas unidades produtivas, caso optem por trabalhar com misturas de gás natural e hidrogénio.
Este trabalho, em parceria com várias empresas dos sectores da cerâmica, irá permitir validar estas tecnologias, dar confiança ao sector e alavancar a integração das mesmas em ambiente industrial. Neste momento, está já a decorrer a reconversão de fornos de alguns dos parceiros industriais, sendo este trabalho de escala pré-industrial do CTCV, essencial para conferir maior segurança neste processo, contribuindo para assegurar uma transição energética de baixo nível de risco para as empresas.
This article hasn't been translated to English yet — showing the original Portuguese version.
