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Campanha da Dove "Crescer com confiança" Parte 2

14 May 2024 · 2 min read

Campanha da Dove "Crescer com confiança" Parte 2

Já é um cliché dizer que os jovens passam muito tempo nas redes sociais, o que pode ter efeitos nefastos sobre a sua psique. Desde mensagens às tantas da manhã, à ansiedade por ter gostos e aos filtros que usam para manipular a aparência, os adolescentes estão a viver um turbilhão de emoções que precisam aprender a gerir da melhor maneira.

Se as redes sociais podem reforçar laços com familiares e amigos, também podem causar baixa autoestima, humor e autoconfiança corporal. Estima-se que as raparigas portuguesas, dos 10 aos 17 anos, passam duas horas por dia nas redes sociais, 73% das quais confessa que se comparou com fotografias de outras pessoas nas redes sociais e 25% delas sente que não fica bem o suficiente sem editar as suas fotografias.

É triste pensar que há jovens que não se sentem bem com a sua aparência, que se sentem isolados e desconectados do mundo, sempre à procura de serem bons o suficiente mas sem nunca terem essa perceção.

As redes sociais não devem ser usadas como única medida de validação externa, na medida em que muito do seu conteúdo é manipulado e não representa a vida real.

Estudos indicam que as raparigas tiram em média 9 selfies na tentativa de obter a aparência perfeita antes de publicar. Esta busca da perfeição pode incluir iluminar a pele, remover manchas ou alongar pestanas.

Se utilizar as ferramentas que estas redes sociais nos trazem pode ser sinónimo de criatividade e autoexpressão, também pode revelar uma insegurança endémica de nos mostrarmos como realmente somos, sem retoques.

Não deveria haver sofrimento por causa de comparações sociais e padrões de beleza muitas vezes irreais.

É preciso falar com os jovens para criarem um espaço online inspirador, diverso e positivo, que reflita os seus interesses, atividades e qualidades e não tenham necessariamente a ver com o aspeto físico. Quando houver uma sobrecarga de redes sociais, é saudável fazer pausas e substituir o ecrã por atividades ao vivo: uma caminhada, um café com um amigo, aprender um instrumento ou uma língua nova, entre outros.

 

Foto de Karsten Winegeart na Unsplash

Dove com Paula Gouveia

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