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Setembro Amarelo: falar com os jovens sobre saúde mental

17 September 2026 · 2 min read

Setembro Amarelo: falar com os jovens sobre saúde mental

Foto de Etienne Girardet na Unsplash

Há um ditado que diz que é preciso uma aldeia inteira para criar uma criança. Não é apenas a família, são os professores, o grupo de pares, o próprio ambiente (se há espaços verdes suficientes para brincar, se o ar é de boa qualidade para respirar, se o trânsito não causa stress desnecessário nos mais pequenos).

Muitas vezes os jovens caem em situação de vulnerabilidade psicológica pela pressão de entregar resultados, veem-se em situações ferozmente competitivas e sentem a angústia de vir a desiludir os progenitores. A mente não para e torna-se um poço de negatividade. Querem saber todas as respostas mas o futuro está indefinido e essa incerteza pode ser gerida muito mal e levar a comportamentos de risco.

Os amigos podem pressionar para que o jovem faça algo para a qual não está preparado ou simplesmente não quer (como por exemplo, começar a fumar, o que para além de ser caro, não é um hábito nada saudável). Estes chamados amigos podem na verdade nem o ser realmente e manipular e chantagear, ameaçando o jovem que se ele não fizer aquilo que eles querem, é expulso do grupo.

Outra situação muito grave é o bullying, quer na forma física, quer na forma virtual, sendo que estas agressões que podem ir desde à aparência da pessoa (chamar nomes, bater ou mesmo filmar com um telemóvel e ameaçar divulgar) podem trazer extrema ansiedade e dor para quem está a ser vítima de tal.

O uso excessivo de ecrãs em detrimento das pessoas da família está a ter consequências sérias na saúde infanto juvenil. Se sente que tem um jovem aos seus cuidados a sofrer fale com ele abertamente sobre o que o apoquenta e escute-o de forma atenta e ativa, sem julgar e sem recriminar. A última coisa de que ele precisa neste momento é de ouvir um sermão. Ofereça apoio, amor e compreensão. Podem ser justamente as ferramentas necessárias para fazer a diferença.

Não se esqueça que há profissionais de saúde (médicos psiquiatras e psicólogos) prontos a ajudar e que existem segredos que só corroem quem os guarda.

Pode saber mais sobre o Mês de Prevenção de Suicídio, o Setembro Amarelo aqui: https://www.setembroamarelo.com/

Paula Cristina Gouveia

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