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Guia de amor próprio

2 September 2020 · 2 min read

Guia de amor próprio
 

Não há amor verdadeiro sem amor próprio. Não na verdadeira acepção da palavra. O amor deve começar de dentro para fora e nunca o inverso. Por mais cliché que possa soar, a chave para viver com mais alegria está mesmo no nosso interior.

Quando nos amamos realmente sabemos respeitar o nosso ritmo, as nossas necessidades, os nossos sonhos e aprendemos a não alimentar as vozes negativas que podem assolar a nossa mente. Aceitamos a responsabilidade pelas nossas acções mas entendemos que nem sempre vamos fazer tudo bem, que os erros fazem parte do processo de aprendizagem e que os pensamentos de auto-recriminação e culpa excessivas, de forma ruminante, devem ser relegados para segundo plano.

Quando nos amamos realmente não nos contentamos com menos do que no nosso íntimo sabemos que merecemos. Pela forma como nos comportamos, mostramos aos outros a forma como nos devem amar, pelo que a relação que temos connosco mesmos deve ser de grande qualidade, não só porque é a matriz pela qual os outros se vão orientar para nos tratarem mas também porque há um imenso poder que surge em ser capaz de apreciar verdadeiramente a própria companhia.

Quando nos amamos realmente paramos de fazer comparações com outras pessoas, tanto a nível ascendente ou descendente. Valorizamos a nossa jornada pessoal, com todas as suas singularidades e particularidades e não desejamos estar na pele de mais ninguém. Sentimos-nos gratos por estar vivos,por cada respiração, pela pessoa que somos e estamos cientes que somos uma obra de arte em construção, em permanente desenvolvimento e aperfeiçoamento.

Quando nos amamos realmente paramos de tentar agradar a toda a gente que cruza o nosso caminho e somos autênticos. Deixamos de mudar quem somos, sabemos quais são os valores e elementos definidores da nossa identidade e personalidade, não mudamos a versão da nossa pessoa seja por quem for porque estamos seguros do nosso caminho e satisfeitos com que o percurso que trilhamos.

Ter uma vida saudável, de bem-estar, alinhamento mental em coerência e congruência, é muito importante bem como ter uma boa alimentação, fazer exercício físico e ter uma boa qualidade de sono. A tudo isto se junta evitar o stress na medida do possível, aquilo que nos rouba energia, o que é tóxico para o nosso coração e faz com que a vida não flua.

Algo muda quando começamos a ter amor próprio e em tudo é aconselhável tê-lo. Afinal, nascemos e morremos sozinhos e devemos ser os nossos maiores aliados, conhecer-nos bem e saber o que nos faz felizes.

 

Paula Gouveia

Imagem retirada de: https://unsplash.com/photos/WQC8HvAU2SY

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