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Chegar mais alto

21 September 2019 · 2 min read

Chegar mais alto

Imagem retirada de: https://unsplash.com/photos/wrfj-SRaB1Q

 

Em dias cinzentos e chuvosos, temos tendência a ficar apáticos e sem energia, como se tivessem desligado um interruptor no nosso cérebro e deixamos de pensar naquilo que nos move e nos dá força. É como se temporariamente os nossos sonhos parecessem sem sentido e a nossa mente estivesse em hiato por tempo indeterminado. 

O psicólogo Abraham Maslow ficou célebre por edificar a hierarquia das necessidades humanas, fazendo a distinção entre necessidades fisiológicas (alimentação, água, sono, abrigo, etc), as de segurança e estabilidade, as necessidades sociais, de estatuto e estima e, no cimo da pirâmide, as de auto-realização.

A vida é como uma escalada contínua e à medida que satisfazemos uma necessidade e progredimos no nosso caminho, redefinimos estratégias e traçamos novos objectivos. Afinal, todas as pessoas querem, para além do conforto no seu nível mais básico, ter boas amizades, relações íntimas, autoconfiança, reconhecimento e respeito.

A realização pessoal passa pela expressão mais autêntica e plena das nossas capacidades e engloba conceitos como criatividade, espontaneidade e auto-desenvolvimento. Sabemos que neste mundo nada é linear e há dias em que tudo parece ser meramente arbitrário e o azar nos persegue. No entanto, precisamos de acreditar em qualquer coisa que nos enleve e talvez seja boa ideia começarmos por nós próprios.

Começar a sentir optimismo, a ser curioso, com uma auto-estima saudável, com boa resistência física e mental é uma receita que pode criar mudanças reais e significativas. É, por vezes, quando nos desligamos de tudo que surgem as melhores ideias, pelos que estes dias de manta no sofá e séries não têm de ser necessariamente maus se não desistirmos de irmos atrás do que queremos.

Chegar mais alto, acaba por não ser tanto uma questão de resultados finais, mas de atitude. Afinal, na vida não importa tanto o que recebemos nem o que damos, mas sim a pessoa em que nos tornamos. A nossa ambição não deve passar por querer ganhar todas as guerras indiscriminadamente mas por escolher criteriosamente as nossas batalhas, dar o nosso melhor e assegurar-nos que temos orgulho da pessoa que vemos no espelho.

Se esperarmos pelo momento perfeito para começar é bem possível que nunca o façamos porque não existem histórias isentas de falhas nem erros. Existe apenas cada segundo que é precioso porque o nosso tempo é contado e é um recurso finito. Devemos a nós mesmos tentar depois de cairmos, acreditar no nosso potencial mesmo que toda a gente duvide e não ter medo do amanhã porque a sorte favorece os audazes. É preciso termos a coragem de sermos inovadores, de ir em frente mesmo que não consigamos ver o grande esquema das coisas e sobretudo, num mundo que nos pede para mudar e usar filtros, esquecer padrões pré-estabelecidos e falsos e sermos simplesmente nós próprios,

Paula Gouveia

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