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Prémio Nobel da Paz 2026: Navanethem "Navi" Pillay

20 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

Prémio Nobel da Paz 2026: Navanethem "Navi" Pillay

Não conheço a obra de Anne Carson, a poeta, tradutora, ensaísta e especialista em estudos clássicos que foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura, descrita como ousada e inventiva. Creio ser deselegante falar sobre uma escritora que ainda não lemos, pelo que depois desta curta adenda, queria realmente debruçar-me sobre o Prémio Nobel da Paz 2026, que segundo a minha ótica recebeu menos atenção mediática.

Afinal quem é Navanethem "Navi" Pillay? Antes de mais, é uma jurista sul-africana, que com a provecta idade de 85 anos mostrou ao longo da sua vida que Direito é mais que analisar leis, interpretar normas jurídicas e aplicá-las. Nascida em Durban (na costa leste da África do Sul) e a viver num grande país conturbado e muito perigoso para as pessoas negras em regime de plena segregação, Pillay, foi uma das primeiras advogadas a defender opositores do apartheid incluindo ativistas ligados a Nelson Mandela. Exerceu funções como juíza no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, que chegou a presidiar, levando ao reconhecimento da violência sexual como crime de guerra. Serviu ainda como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. Foi juíza no Tribunal Internacional de Justiça e assumiu a presidência de comissões de investigação da ONU.

A declaração do Prémio Nobel justifica o prémio atribuído a Navanethem "Navi" Pillay

"Pelos seus esforços excecionais, coragem e integridade na promoção da paz, do direito internacional e na responsabilização por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade".

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