Um tesouro só nosso
22 de novembro de 2019 · 1 min de leitura

Não há antídotos mágicos para as alturas difíceis em que a lei de Murphy parece funcionar em pleno e tudo acontece da pior forma possível. Temos de nos enfrentar, examinar as nossas reacções e talvez questionar porque nos estamos a deixar afectar tanto. Afinal não é pôr tudo em causa um sinal de sabedoria?
Podemos ter de dividir a vida com outras pessoas, dividir este mundo efectivamente com cerca de sete biliões de almas, mas no meio do caos desta coabitação forçada temos de encontrar um cantinho só nosso. Um espaço físico, mental ou idealmente ambos, que nos traga paz, força para encarar as exigências do mundo e os comentários depreciativos, as lágrimas dos fracassos sucessivos e dos sonhos traídos. Um lugar que nos faça felizes e nos traga esperança.
Os outros podem ser tanto o Inferno como o nosso melhor refúgio. Que sorte é estarmos rodeados das nossas pessoas, aquelas a que estamos presas por laços de amor e carinho!
O El Dorado não é uma cidade mítica escondida nas Américas como rezava a lenda, o El Dourado está dentro de nós. No nosso interior somos feitos de ouro, por mais que estejamos cobertos de espessas camadas de lama. É só uma questão de remover com paciência e persistência cada camada até encontrarmos um tesouro só nosso. Somos nós.
Paula Gouveia
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