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Recordando Hayden Panettiere (1989-2026)

17 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Recordando Hayden Panettiere (1989-2026)

Enquanto existirem mortes evitáveis devido a saúde mental, este site tem razões para existir. Não vou fazer especulações sobre a causa da morte da excelente atriz Hayden Panettiere (1989-2026) mas posso falar sobre temas que ela tinha mencionado: dependência de álcool e substâncias, depressão pós parto, abuso doméstico, entre outros.

No primeiro quesito ela mencionou que lhe foi dado ecstasy para ficar mais alerta durante as promoções dos seus filmes e séries, o que infelizmente evolui para não conseguir viver sem substâncias aditivas.

Após dar à luz à sua filha, Hayden experientou uma depressão pós parto debilitante. Apesar de nunca querer magoar a criança, estava, em suas próprias palavras, em lágrimas o tempo todo.

Quantas mulheres não são abusadas, física ou psicologicamente, provavelmente ambas as coisas? A beleza ofuscante, a fama e o sucesso de Hayden não a pouparam deste tipo de relações que tanta autoestima, brilho e alegria tiram às pessoas que as vivem.

De realçar que a depressão de Hayden voltou em 2023 quando o seu irmão Jansen morreu em 2023 de complicações da válvula da aorta pois tinha o coração demasiado grande.

Este ano Hayden Panettiere tinha lançado a sua autobiografia "This is me: A recknowning" e dado longas entrevistas sobre a sua vida.

O que é importante reter é que a vida raramente é linear, é feita de altos e baixos, de êxitos e de fracassos e que não podemos esperar sempre que tudo corra de feição porque não controlamos os resultados. Hayden Panettiere tinha à primeira vista tudo a seu favor, podem julgá-la de forma rígida e dizer que não teve cabeça para gerir o que tinha conquistado. A maior parte das pessoas que diz isso não sabem o que é combater múltiplas frentes de batalha na nossa mente, desconhecem a verdadeira hstória.

Não conheço em profundidade tudo o que ela passou, mas reconheço nela as fragilidades que muitos seres humanos atravessam, de que ela foi apenas um espelho. E Hayden foi corajosa, não se importou de ser porta-voz e falar do que a atormentava sem tabus nem preconceitos quando achou que o deveria fazer. Mesmo da decisão de deixar a filha com o pai foi em prol de um bem maior, buscar tratamento e reabilitar-se porque percebia que para ser uma mãe melhor, precisava de estar ainda melhor consigo mesma.

Não é justo criticar quem nunca conhecemos e que teve uma vida tão intricada e emocionalmente rica.

Descansa em paz, Hayden.

Paula Cristina Gouveia

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