← Voltar ao blogBem-estar · Afetos · Inspiração

O poder da validação pessoal

28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O poder da validação pessoal

Foto de nine koepfer na Unsplash

Se abrirmos os vídeos das redes sociais muito se fala de como pôr a vida em ordem, como recuperar o tempo perdido ou como encontrar o nosso brilho. Vou dar aqui uma revelação de enredo: todos temos brilho. Pode estar escondido na azáfama dos dias, em pensamentos confusos ou nas nuvens carregadas que por vezes nos visitam, mas ele está lá.

A vitalidade é um conceito muito singular. Um horário que mal dá um intervalo para respirar pode encher uma pessoa de adrenalina se for o que ela ama fazer. Para outra, pode causar um quadro de ansiedade, depressão ou mesmo exaustão. Sintomas disso mesmo são queda de fios de cabelo e falta de brilho no olhar. No final de contas, os olhos denunciam tudo.

Mas normalmente pode-se definir a vitalidade pela sensação de ter energia para fazer tudo o que compõe o seu dia, sentindo-se em sintonia e harmonia com as batidas do seu coração, com a sua respiração, com aquilo que vê, ouve, pensa, sente e cheira. Com aquilo que intui também.

Se algo se altera mesmo que subtilmente neste equílibrio, há que verificar as causas. Se não nos sentimos bem, precisamos de escutar os nossos corpos e as nossas mentes porque eles dão-nos todos os sinais antes que a situação se agrave.

Ensinaram-nos a querer a validação externa: o diploma com a média excelente, o carro topo de gama, um emprego de sonho, um dos homens mais cobiçados que de preferência nos enfie um anel valioso no dedo que mostre a toda a gente o quanto somos especiais e desejadas e amadas e... preciosas.

E se o nosso valor pudesse começar por brotar de dentro? Se o nosso poder estivesse em escolher livremente fazer de facto o que for o nosso chamado independentemente de nos reconhecerem por isso? De termos boas notas, de conduzirmos ou não, de conseguirmos o tal emprego invejado, de termos um amor que prove o que quer que que seja à sociedade. Porque aqui vão mais duas revelações de enredo: não é essa a função do amor e não precisamos desse amor para que construamos com paciência o nosso brilho.

Paula Cristina Gouveia

Comentários