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O impacto emocional da perimenopausa e menopausa nas mulheres

26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O impacto emocional da perimenopausa e menopausa nas mulheres

Foto de Geraldine Li na Unsplash

Antes de se falar na menopausa propriamente dita, podemos falar de perimenopausa, período de transição natural do corpo feminino em que se aproxima desta fase. Há oscilação hormonal, com os ovários a não serem mais estáveis na produção de estrogénio e progesterona, os ciclos menstruais tornam-se irregulares, até que se passa um ano sem qualquer menstruação tratando-se assim de menopausa.

Natalie Imbruglia, a voz australiana que se celebrizou por "Torn" anunciou ter Neurodivergência, Défice de Atenção e Hiperatividade e Perturbação Obsessivo-Compulsiva, diagnosticados na idade adulta.

Ao entrar na perimenopausa há cinco anos, os seus sintomas intensificaram-se severamente.

Natalie fala de uma sensação de ter"caído de um penhasco", muita ansiedade, irritabilidade, mudanças de personalidade que magoavam os seus seres mais próximos e dificuldade em concentrar-se.

Ao fazer tratamento com terapia e substituição hormonal foi encontrando alívio. Defende falar-se abertamente da saúde feminina e usou as suas experiências, boas e más, como ferramenta criativa em músicas como "Upside down", "Just drive" e "Who dimmed the lights" Do seu novo álbum "Algorithm" que sai no próximo dia 4 de setembro.

Shania Twain, a estrela da música que detém o recorde de artista feminista com mais vendas de todos os tempos (100 milhões de álbuns), lidou mal inicialmente com a menopausa. Confessou que em 2019 não conseguia olhar-se no espelho e se submeteu a hábitos alimentares e de exercício pouco saudáveis. Foi durante a sua residência em Las Vegas e Shania sentia ter perdido o controlo pelas mudanças do seu corpo.

Com o amor e apoio do marido, Frédéric Thiébaud Shania voltou a encontrar a autoestima e hoje em dia, com 60 anos, pratica a autoaceitação e vive em liberdade e em paz afirmando "A menopausa tem sido boa para mim".

Pode ser muito complicado começar a sentir sintomas fisiológicos que depois se entrelaçam com o psicólogico e o emocional e nos fazem acreditar que o melhor estado das nossas vidas já passou. O culto exagerado à juventude e à ostentação do corpo perfeito e não ao sentir-se perfeito no coração e da pele para dentro, o acumular dinheiro e não sabedoria, leva a muita ansiedade, competição desnecessária e inversão de valores. É como se estivessemos numa montra em que toda a gente se sentisse no direito de julgar os nossos tropeços ou erros.

Responde perante por ti mesma apenas. Vive segundo os teus próprios termos. Abraça a natureza do teu corpo e procura deixar fluir uma união saudável entre o que se vê exteriormente e o que está no teu interior.

Paula Cristina Gouveia

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