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Enfrentar as encruzilhadas da vida

30 de agosto de 2019 · 2 min de leitura

Enfrentar as encruzilhadas da vida
 

Há alturas em que examinamos a nossa vida e pensamos: "Será que vale a pena o esforço? Será que vale a pena tentar?". A bagagem do passado que carregamos parece demasiado pesada, a felicidade uma utopia e o futuro uma autêntica encruzilhada. Damos por nós confusos, como se tivéssemos a cabeça feito num novelo de lã com inúmeras pontas soltas, sem ver por onde pegar para começar a pôr tudo em ordem.

A ansiedade instala-se bem como a inquietude, começamos a não dormir bem, o cansaço torna-se a nosso estado normal e suspiramos pelas experiências que não estão, de momento, ao nosso alcance. Sentimos que não desfrutamos realmente da vida, o nosso sorriso torna-se forçado e as esperanças empalidecem perante a realidade que parece cruel e nos desaponta.

O que fazer para inverter este rumo de coisas? Talvez a única solução possível que pode dar resultados duradouros e verdadeiros seja mesmo procurar no nosso interior. Por mais cliché que pareça, é necessário blindar-nos dos ruído incessante do mundo: da pressão, das expectativas, da competição social. Só assim podemos seguir o nosso coração, reconectar-nos com os nossos instintos e perceber quem realmente somos e o que queremos.

Não há nada de errado em procurar ajuda, pelo contrário, é muito louvável. Pode-se procurar resposta em  especialistas, em manuais, nas cartas, nas constelações do céu ou até nas borras de café, mas a resposta mais honesta e efectiva é aquela que nos dá a nossa alma. Temos de confiar que a nossa procura nos irá  levar, subsequentemente ao caminho certo, e que mais do que o destino, importa é fazer a jornada. E cada segundo de trabalho em que damos o nosso todo vale a pena porque podemos só ser uma única gota de água num imenso oceano mas esse oceano sem uma gota não é o mesmo.

Paula Gouveia

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