As mulheres e as rosas
17 de agosto de 2019 · 2 min de leitura

Sejamos como rosas, diferentes em cada pétala. Saibamos mostrar toda a nossa beleza, sem esconder os nossos espinhos.
Tal como as rosas, as mulheres são fascinantes, em toda a sua diversidade de aparências físicas e personalidades. Assim como há rosas de cores distintas, uma mulher também nunca é exactamente igual à sua vizinha do lado, nos seus olhos esconde um mundo próprio, de preocupações, problemas, esperanças e sonhos. Cada mulher tem o seu perfume único, a sua capacidade de desabrochar, de tornar mais rico o lugar onde estiver por o abençoar com a sua simples presença.
Tal como as rosas, as mulheres têm de saber resistir às tempestades e geadas que são as tristezas da vida. Aceitar que as tormentas diárias são o sal dos dias, assim como a seiva está para as rosas. Aceitar que tal como há um tempo para que as pétalas das flores caiam na natureza para na Primavera florescerem em todo o seu esplendor, também há tempo de vencer e tempo para aceitar as perdas. Que as perdas muitas vezes não são os fracassos negros e absolutos que pintamos, mas etapas necessárias para chegarmos à nossa própria maturidade, a aprendizagens tão bonitas e necessárias.
Que tenhamos a delicadeza das rosas no nosso interior, apesar de exteriormente termos de ter uma vontade férrea para fazer face aos desafios quotidianos. É difícil viver com um coração de manteiga num mundo feito de ferro, mas a sabedoria consiste em aceitar os dualismos da nossa condição: que estar vivo é uma experiência dócil e cruel ao mesmo tempo.
Mulheres, sejamos portanto como rosas e não esqueçamos que o que separa uma pessoa bem-sucedida das demais é, segundo Thomas Edison, o inventor da lâmpada eléctrica, esta não ter desistido e ter tentado sempre mais uma vez.
Paula Gouveia
