Descoberto alvo terapêutico para combater a sarcoidose

 

Um estudo coordenado pelo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho identificou novas possibilidades para o tratamento da sarcoidose, uma doença inflamatória que afeta principalmente os pulmões. O trabalho da equipa coordenada por Agostinho Carvalho, que inclui o colega Relber Gonçales como primeiro autor, foi agora publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”, uma referência mundial em medicina respiratória. O artigo conta ainda com cientistas de Portugal, Itália, Brasil, Países Baixos, Áustria e EUA.

O estudo identificou um novo mecanismo molecular na base da inflamação com granulomas (nódulos ou tumores) na sarcoidose e abre possibilidades de tratamento alternativas às praticadas atualmente. A proteína PTX3, uma importante molécula do sistema imunitário inato, está na base do mecanismo agora identificado e pode representar uma terapia “mais direcionada de forma a controlar a progressão da sarcoidose, nomeadamente a formação de granulomas”, explica Agostinho Carvalho.

A equipa demonstrou que a PTX3 consegue inibir processos moleculares na base da ativação e recrutamento de células imunitárias com capacidade de formar granulomas, revelando assim uma ligação até agora desconhecida entre a imunidade inata humoral e a regulação dessa inflamação.

A sarcoidose é caracterizada pelo crescimento anormal de pequenos aglomerados de células inflamatórias (granulomas) e provoca a inflamação dos órgãos afetados, podendo inclusive comprometer a sua função. Relber Gonçales acrescenta que “os maiores beneficiários deste estudo serão os doentes com sarcoidose, mas possivelmente também os de outras doenças inflamatórias”.

O trabalho, que contou com a participação de colaboradores do Hospital de São João, teve início em 2015 e avança brevemente para ensaios clínicos.

Universidade do Minho

 

 

Lançamento de “Amor perfeito” de Maria Cecília Correia

 

Dando continuidade ao trabalho de reedição da obra de Maria Cecília Correia (1919-1993), vai ser lançado brevemente um livro há muito esgotado, “Amor perfeito”. Este é um poema ilustrado que acompanha o nascimento e desenvolvimento de uma personagem, Guido, através do seu olhar e relação com mundo vegetal, em especial a planta amor-perfeito.

A apresentação do livro terá lugar na Livraria Snob, em Lisboa, no dia 16 de Julho, pelas 15 horas. O evento contará com a presença da especialista em livros infantis Dora Batalim e com a ilustradora Isabel Sabino.

Todos são bem-vindos, crianças e adultos.

Desenvolvimento de tecnologia para dispositivos cerebrais

E se fosse possível parar um ataque epilético com componentes eletrónicos implantados no nosso cérebro a trabalhar em conjunto com os neurónios biológicos? Ou até mesmo gravar as memórias do nosso cérebro numa espécie de “disco rígido” e recuperá-las em casos de Alzheimer? É precisamente nesse sentido e com esses objetivos que uma equipa que integra investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), do INESC Microsistemas e Nanotecnologias e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) está a trabalhar há vários anos.

Passo a passo, os investigadores já fizeram vários avanços. O mais recente foi provar que é possível estabelecer uma ligação entre memristores (dispositivos eletrónicos com propriedades neuromórficas, ou seja, com comportamentos semelhantes aos dos neurónios) e neurónios biológicos. Os resultados foram recentemente publicados num artigo na revista ACS Applied Eletronic Materials.

E qual a vantagem destes dispositivos? Existem já dispositivos implantáveis no cérebro para produzir neuroestimulação em pacientes com doença de Parkinson ou epilepsia, por exemplo, mas, explica Paulo Aguiar do i3S, “estes dispositivos, como dão o estímulo de forma contínua e independente da atividade neuronal, têm limitações: há uma exigência maior sobre as baterias, o que obriga a uma intervenção invasiva, e os neurónios adaptam-se rapidamente ao estímulo, sendo necessário aumentar a sua intensidade até ao momento em que deixa de fazer efeito”. Daí a urgência de se avançar para outra solução.

A equipa responsável pela física e fabricação dos memristors é liderada por João Ventura, investigador do Instituto de Física dos Materiais Avançados, Nanotecnologia e Fotónica da Universidade do Porto (IFIMUP), sediado na FCUP. No i3S, a equipa de neuroengenharia liderada por Paulo Aguiar desenvolveu a utilização destes memristors em modelos celulares para detetarem atividade neuronal atípica (patológica) e atuarem como neuromoduladores.

O próximo passo começa agora com um novo projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, com o nome “Mnemonics”, e que, além dos investigadores do IFIMUP, João Ventura e Catarina Dias, e do i3S, Paulo Aguiar e Domingos Castro, inclui também uma equipa do INESC MN, liderada por Susana Cardoso.

“Queremos guardar a forma como os neurónios biológicos disparam dentro do cérebro numa destas redes neuromórficas”, explica o investigador do IFIMUP. “Queremos perceber se conseguimos guardar essa informação e depois voltar a transferi-la para uma população neuronal”, acrescenta. A ideia é repor a memória que foi guardada.

É o que pretendem perceber em três anos deste trabalho. Este objetivo pode promover grandes avanços no estudo do cérebro humano e levar a soluções terapêuticas inovadoras para distúrbios neurológicos, por exemplo para doenças como o Alzheimer.

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

 

O céu de julho de 2022

A primeira madrugada do mês é marcada pela presença de Vénus junto a Aldebarã, o olho da constelação do Touro. Este planeta irá deslocando-se gradualmente para leste, chegando aos pés da constelação dos Gémeos no último terço do mês.

Mercúrio é outro planeta que será visível de madrugada, mas apenas até dia 9. Este astro só regressará ao final da tarde de dia 25.

Na manhã do dia de Santa Isabel (dia 4) o nosso planeta atingirá o seu afélio: o ponto da órbita mais afastado do Sol. Mas como por estes dias o hemisfério norte terrestre se encontra voltado na direção do Sol, chega mais radiação solar ao nosso país do que aquando da sua chegada ao periélio (a maior aproximação da Terra ao ao Sol) há seis meses.Read more

Sensibilização de alunos da região centro para o HPV

 

Está a decorrer esta semana a campanha nacional “HPV e quê?” que visa explicar aos jovens até ao final do mês como prevenir o HPV, englobando um total de 18 escolas do 3ºciclo e ensino secundário. No centro do país a iniciativa envolve cerca de 750 alunos.

A iniciativa é organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e visa a prevenção do Papilomavírus Humano, habitualmente designado por HPV, num ato de educação para a saúde, que alerta para os riscos associados à infeção pelo HPV.Read more

Sessão de esclarecimento sobre o cancro no ovário este Sábado

 

O Dia Mundial do Cancro do Ovário, o cancro ginecológico mais letal na mulher na pós-menopausa, assinala-se a 8 de Maio. A doença, cuja sintomatologia é inespecífica ou mesmo ausente nos estádios iniciais, apresenta taxas de incidência e mortalidade cada vez maiores.

Em comunicado oficial, o Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro salienta a importância de diagnóstico precoce do cancro do ovário, para o qual não há rastreio. Pretende também alertar para a importância de ir ao médico e de estar atenta aos sinais do seu corpo. Normalmente o diagnóstico do cancro do ovário é tardio porque este tumor evolui de uma maneira silenciosa, e só dá sintomas numa fase de doença avançada e que se confundem com problemas gastrointestinais, nomeadamente: perda de apetite, fadiga, dor abdominal, sensação de enfartamento e/ou abdómen inchado.

É no sentido de promover a prevenção e diagnóstico precoce do cancro do ovário que o Núcleo Regional do Centro (NRC) da Liga Portuguesa Contra o Cancro, organiza amanhã, dia 7 de Maio, a “Sessão de Esclarecimento sobre o Cancro do Ovário”. A iniciativa conta com a comunicação da Doutora Elsa Abraúl, médica ginecologista e Vogal da Direção do NRC.

A ação, que visa sensibilizar para esta efeméride terá início às 18h00, via Zoom e estará disponível no seguinte link: https://us06web.zoom.us/j/81719159831).

Educação com afeto: caminhos para a saúde mental infantil

 

 

João dos Santos (1913-1987) foi um dos primeiros psicanalistas portugueses, uma figura incontornável no país e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa da Psicanálise.

Numa altura em que se assinalam 35 anos da sua partida, celebra-se a continuidade da sua obra com uma palestra online a ser proferida por Luís Grijó dos Santos (filho de João dos Santos) no Sábado, dia 9 de Abril de 2022 (às 13h30 de Lisboa, 09h30 da hora de Brasília) e que se insere no II Congresso Internacional de Saúde Mental da Família.

Clique aqui para inscrições e ingressos  para o 2º Congresso Internacional de Saúde Mental da Família, que vai decorrer nesta Sexta-feira e Sábado dias 8-9 de Abril de 2022 e que será certamente um evento de troca de conhecimentos e partilhas muito rico.
Este congresso é organizado pelo Centro de Estudos em Saúde Mental – CESAM

Recorde-se que João dos Santos foi o criador da moderna Saúde Mental Infantil em Portugal e o grande impulsionador da viragem da Psiquiatria Infantil que, de uma especialidade enraizada na Psiquiatria de adultos, passou a uma especialidade autónoma.

Desenvolveu um olhar novo sobre o valor da arte no desenvolvimento da criança e sobre a educação na família, na escola e na comunidade, criando conceções e ensinamentos originais e modos inovadores de formação de pais e professores.

 

Semana Ubuntu da Empatia em escolas portuguesas

 

 

A Semana Ubuntu da Empatia acaba de passar pelas escolas portuguesas. De 21 a 25 de fevereiro, estudantes e escolas de todo o país associaram-se à iniciativa ‘Semana Ubuntu da Empatia’. O objetivo passou por promover uma “revolução de empatia”, através de ações que fizeram os jovens “pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro”.

Durante cinco dias e alinhada com o movimento internacional “Empathy week,” a comunidade Ubuntu debateu o conceito de empatia com dinâmicas diversas que remeteram à capacidade de compreender emocionalmente algo ou alguém. A iniciativa foi promovida pelo Instituto Padre António Vieira – mais precisamente através do seu projeto da Academia de Líderes Ubuntu – em parceria com a revista Forum Estudante. Read more

Entrevista ao Doutor Pedro Oliveira “Somos animais sociais”

 

Pedro Oliveira é médico psiquiatra e dá consultas na Clivida em Aveiro e na JS Clínica Médica em Viseu. É coordenador da Unidade do Sono nesta última unidade de saúde, review editor no Conselho Editorial  na secção de Perturbações do Humor e de Ansiedade na revista “Frontiers in Psychiatry”. Tem ainda publicados vários artigos científicos e capítulos de livro sobre as Perturbações do Sono.

Em entrevista à revista Humanamente fala-nos sobre perturbação bipolar e  do aumento de ansiedade, depressão e insónia neste quadro pandémico. Deixa-nos ainda uma boa notícia: a maior parte dos suicídios podem ser prevenidos, com tratamento adequado e um esforço coletivo para romper o estigma no acesso aos cuidados de saúde mental.

 

1_ O Pedro terminou o mestrado integrado em Medicina em 2013, na Universidade de Coimbra. O que o levou a optar por uma especialidade tão complexa e desafiante como a Psiquiatria? Quais os quadros clínicos mais frequentes nas suas consultas?

Ao contrário de muitos colegas psiquiatras, em que a sua decisão em enveredarem pela Psiquiatria é tomada muito cedo, mesmo antes de entrarem em Medicina, a minha preferência pela Psiquiatria é mais tardia. Durante o curso interessei-me por muitas especialidades, porém, em todas faltava algo. O contacto direto com o doente e o desafio pelo desenvolvimento da empatia necessária para diagnosticar e tratar o doente foram sempre premissas que tinha como indispensáveis. Pela falta da aplicação da segunda, essencial a todas as especialidades médicas, em vários contextos práticos levou-me a acreditar que tal poderia ser algo que poderia acrescentar se optasse por outra especialidade.

O meu interesse pela farmacologia, pela psicologia médica, pelas neurociências foram fundamentais à minha escolha. Quando tive a cadeira de Psiquiatria houve algo que me suscitou um grande interesse. Nas outras disciplinas clínicas a causa das doenças era algo mais ou menos bem definido, na Psiquiatria isso era algo que não passava de meras hipóteses muito pouco comprovadas. Isso despertou o meu interesse por perceber o porquê disso acontecer e chegar à conclusão de que haveria muito mais para investigar nesta área quando comparado com outras. Sentia que a Psiquiatria estava na Idade da Pedra da Medicina e havia muito por descobrir. Por último, durante os vários estágios clínicos das mais diversas especialidades reparei que grande parte dos doentes procuravam nessas consultas diagnósticos e tratamentos que não conseguiam encontrar. Exemplo disso eram as queixas de dor na ortopedia, as palpitações e o cansaço na cardiologia, as dores de cabeça na neurologia e a falta de ar na pneumologia. Situações claramente provocadas por condições psiquiátricas, mas que por um motivo ou por outro continuavam nesta busca frustrante por tratamentos eficazes.

A minha prática clínica é muito diversificada, esta é uma resposta à segunda pergunta, mas que também justifica a minha escolha pela Psiquiatria. Se tivesse de fazer um top 5 dos diagnósticos mais prevalentes na minha consulta tinha a depressão, as perturbações de ansiedade (em especial a de pânico e a obsessivo compulsiva), as perturbações do sono, as demências e a perturbação de hiperatividade e défice de atenção. O mais interessante é que cada doente tem uma apresentação diferente mesmo dentro do mesmo diagnóstico o que me leva a ouvir muitas vezes coisas como “sei que isto não é uma depressão porque a minha mulher já teve uma e não era igual a isto”.Read more

XX Torneio Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas

 

O XX Torneio Internacional de Baquetebol em Cadeira de Rodas realiza-se no dia 9 Outubro, das 8h15 às 18h15  e no dia 10 de Outubro das 8h15 às 14h00, no Pavilhão Municipal Casal Vistoso, localizado na Rua João da Silva, 20, em Lisboa.

Nele participam a equipa organizadora, a APD Lisboa, o Campeão Nacional- APD Braga e mais duas equipas nacionais, APD Sintra e APD Alcoitão. O torneio conta ainda com a participação especial da equipa de Odivelas BC-SIMEQ.

Em comunicado oficial, a Associação Portuguesa dos Deficientes afirma “É intenção da APD que este Torneio, venha mais uma vez a constituir um acontecimento desportivo e a sensibilizar a população para as potencialidades do desporto praticado pelas pessoas com deficiência”.