Semana Ubuntu da Empatia em escolas portuguesas

 

 

A Semana Ubuntu da Empatia acaba de passar pelas escolas portuguesas. De 21 a 25 de fevereiro, estudantes e escolas de todo o país associaram-se à iniciativa ‘Semana Ubuntu da Empatia’. O objetivo passou por promover uma “revolução de empatia”, através de ações que fizeram os jovens “pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro”.

Durante cinco dias e alinhada com o movimento internacional “Empathy week,” a comunidade Ubuntu debateu o conceito de empatia com dinâmicas diversas que remeteram à capacidade de compreender emocionalmente algo ou alguém. A iniciativa foi promovida pelo Instituto Padre António Vieira – mais precisamente através do seu projeto da Academia de Líderes Ubuntu – em parceria com a revista Forum Estudante.

Foram os parceiros das Academia de Líderes Ubuntu a dar forma a este projeto, dinamizando uma ou mais atividades, no seu contexto de intervenção, a partir da inspiração Ubuntu. Em particular, assumem especial importância as Escolas Ubuntu que, através dos seus Clubes Ubuntu, propõem atividades no seu contexto educativo e alargando, em alguns casos, à comunidade, bem como outros parceiros, como Instituições de Ensino Superior. Algumas destas ações foram divulgadas em streaming nas redes sociais da Academia de Líderes Ubuntu.

É cada vez mais importante trabalhar a noção de empatia nas crianças para as ensinarem a ter maior consciência de si mesmas, a observar o ambiente em seu redor, a serem sensíveis e inteligentes e conseguirem transformar os problemas e aspetos nefastos da sua vida, em algo  produtivo e positivo.

De acordo com o dicionário de Língua Portuguesa, empatia é a ação de se colocar no lugar de uma outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias. A empatia não é um traço genético, cabe aos adultos educar as suas crianças para usarem esta habilidade no sentido de construírem um mundo melhor.

O desenvolvimento da empatia na infância deve ser trabalhado e incentivado pela família e pelo o estabelecimento escolar que frequenta, fazendo com estes se formem e coloquem no mundo de forma mais empática. Sabemos que as crianças são como uma esponja, absorvem tudo o que está no ambiente. Elas irão imitar o comportamento dos progenitores e perceber as suas atitudes de preocupação com os outros e gestos atenciosos.

Para compreender o sofrimento humano, a criança deve ser estimulada a lidar com diferentes sentimentos através de jogos, brincadeiras, histórias, conversas, carinho e colo. Quando tiver de ligar com alguma situação mais complexa e assustadora, a criança saberá estar à altura dos desafios porque sentirá que é amada e protegida pelos que lhe são mais próximos.

Procure que a sua criança conviva socialmente para que possa ter contacto com ideias, personalidades e culturas diferentes e perceber que essa multiplicidade de olhares nos enriquece e que há sempre pessoas com problemas mais graves do que os nossos. Para além disso, a criança irá aprender a comunicar e lidar com cenários variados, o que é fundamental para a sua construção a nível humano.

O ditado já diz que é a falar que a gente se entende, por isso conversar nunca é demais. Um diálogo franco e atento sobre que o seu filho possa estar a passar, permite-lhe não só perceber melhor o que lhe está a acontecer como refletir sobre si mesmo e as suas atitudes. Procure que ele desenvolva a capacidade de corrigir erros, de pedir desculpas, tentando sempre agir da melhor maneira possível.

Por último, visto que a leitura desenvolve em nós a humanidade, compreensão e a abertura, não deixe nunca de contar histórias à sua criança. Poucas coisas fortalecem mais maneiras diferentes de ver e experienciar o mundo do que as personagens dos livros infantis, aqueles com que nos identificamos e que vão viver para sempre no precioso imaginário do ser humano.

 

Paula Gouveia